Jogos Teatrais

Os jogos teatrais são excelentes ferramentas pelas quais podemos desenvolver nas pessoas, o gosto pela exposição de fatos narrativos, além do domínio da técnica pela exposição de seminários que versem sobre qualquer assunto, inclusive de outras disciplinas.


Jogo 1


1) Peça às pessoas que tragam de casa um objeto pessoal que gostem muito, desde de que não seja um objeto de grande valor, e que tenha tamanho suficiente para caber numa caixa ou num saco de médio porte, que o organizador irá providenciar.

2) Peça para cada um falar um pouco sobre a importância daquele objeto em sua vida.

3) Em seguida, peça às pessoas que depositem os objetos na caixa ou no saco, que por sua vez, deve ser colocado no centro da roda. Se for possível, numa área mais ampla, como o pátio de uma escola, ou um parque, etc.

4) Peça às pessoas que se sentem em círculo em volta da caixa ou saco.

5) O coordenador iniciará uma narrativa oral qualquer, que todos deverão ouvir atentos.

6) Num dado momento, no meio dessa história, o coordenador irá parar de narrar.

7) Em seguida escolherá uma  pessoa (já no papel de jogador) que se levantará e irá se dirigir até o centro do círculo, e sem olhar para dentro da caixa ou saco, irá retirar de lá um objeto que deverá ser introduzido por ele nessa narrativa que foi iniciada pelo coordenador. A história deverá ser, daquele momento em diante, desenvolvida por ele até uma segunda ordem do coordenador.

8 ) Mediante ordem do coordenador, outro jogador será escolhido para ir ao centro do círculo, retirar outro objeto, e da mesma forma que o primeiro, dar continuidade à narrativa até que o coordenador escolha outro, e assim por diante. De modo que todos os jogadores participem da narrativa oral, que será construída socialmente.


Objetivos


1) Levar as pessoas ao domínio da modalidade oral da língua culta.

2) Desenvolver a rapidez de raciocínio.

3) Capacitar as pessoas para a exposição oral de narrativas, bem como de seminários em qualquer disciplina.

4) Iniciar o desenvolvimento da habilidade oratória.


Observação:


Uma das regras mais importantes desse jogo é que, durante a exposição de cada jogador, o objeto que ele colheu na caixa, obrigatoriamente, deverá ser introduzido na história.

– Esse é um excelente exercício para desenvolver as habilidades da modalidade oral da língua culta. Este jogo poderá ser incrementado com novas regras a cada partida, com o intuito de atingir um novo grau de dificuldade.
Por exemplo: numa outra rodada, exija do jogador que dará continuidade à narrativa que ele inicie sua fala utilizando a última palavra dita pelo jogador anterior.
Progressivamente coloque como regra a proibição do uso excessivo de “muletas” lingüísticas tais como: “aí”, “aí, né”, “então, né”, “tipo assim” etc. Em substituição, oriente os jogadores a utilizarem expressões como: “neste momento”, “nesta altura”, “dali alguns minutos”, “…algumas horas decorridas deste fato”, “dali a pouco”, “de repente”, “quando de repente” etc.
Sabido que o “né” (contração de não é) é um marcador conversacional de uso muito comum na modalidade falada da língua. Sendo assim, seria aparentemente contraditório pedir às pessoas que, na exposição oral da narrativa, o substituísse por outra expressão. Todavia, essa aparente contradição se dissipa se levarmos em conta que a atividade proposta inclina-se muito mais para a elaboração de textos formais, de criação literária, enquanto que o uso do marcador conversacional “né” é encontrado com maior freqüência em atividades lingüísticas cotidianas mais espontâneas, tais como a conversação entre amigos, ou seja, em situação de uso menos formal.


Jogo 2


EXPRESSÃO VOCAL – este exercício se faz também em aulas de canto, é ótimo para o ‘desenrolar’ da língua.
Repetir rápida e lentamente, alto e baixo, frases como:- O tamborineiro tamborilava em seu tamborim.
- O doce falou pro doce que o doce mais doce é o doce da batata doce.
- O vestidinho de bolinha da lucinha era bonitinho e sem preço.
- Em um pote há uma aranha e uma rã, nem a rã arranha a aranha, nem a aranha arranha a rã.
- O conglo conglomerava no congo.


Jogo 3


ESTÁTUA


Objetivo: conhecimento da técnica do estático, muito utilizado nas dramatizações
Os participantes estarão andando pelo salão, ao seu sinal, ele paralisarão com expressão facial e corporal sentimentos como alegria, tristeza, medo, pavor, ira, orgulho, cinismo, desanimo, desprezo, etc, estes sentimentos ao seu sinal, você irá falar. Pode se fazer em dois grupos, para que um grupo olhe e observa a expressão do outro, e você analisa junto o que faltou, o que melhorou, etc.

Jogo 4


ESPELHO


Objetivo: Adquirir o engrossamento do grupo nas cenas
Cada componente do grupo escolherá um parceiro, onde um será o espelho e o outro o comando. O espelho deverá repetir os gestos e movimentos do comando como: pentear-se, pular, expressar caretas, abaixar, etc. simultaneamente. Depois o espelho passará a ser comando e o comando espelho.

Jogo 5


MÍMICA 1


Um ator vai ao palco e conta, em mímica, uma pequena história. Um segundo ator observa enquanto que os outros três não podem ver. O segundo ator vai ao palco e reproduz o que viu, enquanto os outros dois não vêm: só o terceiro. Vai o terceiro e o quarto o observa, mas não o quinto. Vai o quaro e o quinto o observa. Finalmente vai o quinto ator e reproduz o que viu fazer ao quarto.
Compara-se depois o que fez o primeiro: em geral, o quinto já não tem nada mais a ver com o primeiro. Depois, pede-se a cada um que diga em voz alta o que foi que pretendeu mostrar com a sua mímica. Este exercício é divertidíssimo.
Variante: cada ator que observa tenta corrigir aquilo que viu. Por exemplo: imagina que o ator anterior estava tentando mostrar tal coisa, porém que o fazia mal – dispõe-se então a fazer a mesma coisa, porém bem – eliminando os detalhes inúteis e acentuando os mais importantes.


Jogo 6


MIMICA 2


Sentados em circulo, em silencio total, o primeiro participante criará com as mãos um objeto, ou animalzinho, que será passado ao componente mais próximo, que ao receber o presente observando bem do que se trata, transformando-o em uma outra coisa qualquer, passando adiante e assim sucessivamente.
As criações serão recebidas em todo seu aspecto, ou seja: peso, consistência, cheiro, etc.
Depois de todos terem feito o exercício, cada um devera responder o que recebeu de seu colega.
Objetivo: Entre outros tornar ágeis as mãos para que em uma representação que exija o uso de um copo por exemplo, a personagem poderá mostra-lo de modo invisível tornando a cena bem mais criativa.


Jogo 7


RELAXAMENTO


Todos estarão sentados confortavelmente, em absoluto silencio, numa sala pouco iluminada e com um som ambiente, serão seguidos os movimentos indicados pelo líder.
a) Todos deverão sentir os dedos e as plantas dos pés, relaxando-se ao máximo. Respirar profunda e suavemente.
b) Afrouxar os músculos das pernas e joelhos.
c) Fazer o mesmo com o abdome, imaginando ainda que uma grande suavidade envolve os órgãos digestivos.
d) O mesmo com o tórax, os ombros, e a nuca mais demoradamente.
e) Amolecer os braços as palmas das mãos e os dedos.
f) Relaxar o couro cabeludo, e tirar do rosto qualquer ruga de preocupação
g) Imaginar um lugar lindo e tranqüilo, como um amanhecer no campo.
h) Pedir a todos que bocejem e se espreguicem lentamente como gatos.

Trava-Linguas

O sabiá não sabia.
Que o sábio sabia.
Que o sabiá não sabia assobiar.

A vida é uma sucessiva sucessão de sucessões
que se sucedem sucessivamente, sem suceder o sucesso…

Tinha tanta tia tantã.
Tinha tanta anta antiga.
Tinha tanta anta que era tia.
Tinha tanta tia que era anta.

A lontra prendeu a
Tromba do monstro de pedra
E a prenda de prata
De Pedro, o pedreiro.

Disseram que na minha rua
Tem paralelepípedo feito
De paralelogramos.
Seis paralelogramos
Tem um paralelepípedo.
Mil paralelepípedos
Tem uma paralelepípedovia.
Uma paralelepípedovia
Tem mil paralelogramos.
Então uma paralelepípedovia
É uma paralelogramolândia?

A aranha arranha a rã.
A rã arranha a aranha.
Nem a aranha arranha a rã.
Nem a rã arranha a aranha.

Não confunda
Ornitorrinco com
Otorrinolaringologista,
Ornitorrinco com ornitologista,
Ornitologista com
Otorrinolaringologista,
Porque ornitorrinco
É ornitorrinco,
Ornitologista é ornitologista
E otorrinolaringologista é
Otorrinolaringologista.

Larga a tia, largatixa!
Lagartixa, larga a tia!
Só no dia que sua tia
Chamar largatixa
de lagartinha!

Cinco bicas, cinco pipas, cinco bombas.
Tira da boca da bica, bota na boca da bomba.
Bote a bota no bote e tire o pote do bote.

Quem a paca cara compra, paca cara pagará.

O peito do pé de Pedro é preto.
Quem disser que o peito do pé de Pedro é preto,
tem o peito do pé mais preto do que o peito do pé de Pedro.

O rato roeu a roupa do rei do Roma.
Rainha raivosa rasgou o resto.

Se cada um vai a casa de cada um
é porque cada um quer que cada um lá vá.
Porque se cada um não fosse a casa de cada um
é porque cada um não queria que cada um fôsse lá.

Um ninho de mafagafos, com cinco mafagafinhos,
quem desmafagafizar os mafagafos, bom desmafagafizador será.

Três tigres tristes para três pratos de trigo.
Três pratos de trigo para três tigres tristes.

O tempo perguntou pro tempo
quanto tempo o tempo tem.
O tempo respondeu pro tempo
que o tempo tem tanto tempo
quanto tempo o tempo tem.

Gato escondido com rabo de fora
tá mais escondido que rabo escondido
com gato de fora.

Se o bispo de Constantinopla
a quisesse desconstantinoplatanilizar
não haveria desconstantinoplatanilizador
que a desconstantinoplatanilizaria
desconstantinoplatanilizadoramente.

Casa suja, chão sujo

Se a liga me ligasse, eu também ligava a liga.
Mais a liga não me liga, eu também não ligo a liga

Se o papa papasse papa
Se o papa papasse pão,
Se o papa tudo papasse
Seria um papa -papão

A vaca malhada foi molhada por outra vaca molhada e malhada.

A mulher barbada tem barba boba babada e um barbado bobo todo babado!

Atrás da porta torta tem uma porca morta.

A naja egípcia gigante age e reage hoje, já.

A babá boba bebeu o leite do bebê.

A rua de paralelepípedo é toda paralelepipedada.


Bagre branco, branco bagre.

Caixa de graxa grossa de graça.

Cozinheiro cochichou que havia cozido chuchu chocho num tacho sujo.

Chega de cheiro de cera suja.

Devora Dor Doída, Distante Da Dor Desmedida, Daquilo Dista Dimensões, Do Devorador Disto!

É preto o prato do pato preto.

E a Rosa Rita Ramalho do rato a roer se ria !!!!

Eu cantarolaria, ele cantarolaria, nós cantarolaríamos, eles cantarolariam.

Em rápido rapto, um rápido rato raptou três ratos sem deixar rastros.

Essa trava é uma trova prá te entravar. Entravar com uma trova é uma trava de lascar!

Fia, fio a fio , fino fio, frio a frio.

Farofa feita com muita farinha fofa faz uma fofoca feia.

Luiza lustrava o lustre listrado; o lustre lustrado Luzia.

Não sei se é fato ou se é fita,
Não sei se é fita ou fato.
O fato é que você me fita
E fita mesmo de fato.

0 desinquivincavacador das caravelarias desinquivincavacaria
as cavidades que deveriam ser desinquivincavacadas.

O padre pouca capa tem, porque pouca capa compra.

O que é que Cacá quer? Cacá quer caqui. Qual caqui que Cacá quer? Cacá quer qualquer caqui.

O tatuador tatuado tatuou a tatua do tatu. Tatua tatuada enfezada, tatuou o tatu e o tatuador já tatuado!

Pardal pardo, por que parlas? Parlo porque sempre parlei, porque sou pardal pardo, parlador del-rei.

Para ouvir o tique-taque, Tique-taque, tique-taque, Depois que um tique toca E que se toca um taque.

Pôr o rabo de barro num burro sem rabo.

Rebola reboladeira, menina reboladora. Rebolando é que se rebola, cuidado para não pegar o “amigo” do ébola!

Língua custosa eu sei falar água cheira chitangua tanguarita oratangua.

"Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas,  paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar  panfletos.  Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir.  Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para  Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres.   Porém,pouco praticou, pois Padre Pafúncio pediu para pintar panelas,  porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas. Pálido,  porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão  para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo  para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los. Pareciam  plácidos,porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo  pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se   principalmente pelo Pico, pois pastores passavam pelas picadas para  pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo  passo percorriam,permanentemente, possantes potrancas. Pisando Paris,  pediu permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos  pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos  perigosos,  pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precatar-se. Profundas  privações passou Pedro Paulo.Pensava poder prosseguir pintando, porém,  pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares,  principalmente por  pretender partir prontamente para Portugal.   Povo previdente! Pensava Pedro Paulo...Preciso partir para Portugal  porque pedem para prestigiar patrícios,  pintando principais portos portugueses. Passando pela principal praça  parisiense, partindo para  Portugal, pediu para pintar pequenos pássaros  pretos. Pintou, prostrou  perante políticos, populares, pobres, pedintes.
- Paris! Paris! -   proferiu Pedro Paulo - parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois  pretendo progredir.
Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais,  porém, Papai Procópio  partira para Província. Pedindo provisões, partiu   prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para  prosseguir praticando  pinturas. Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai.  Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal.   Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu:
- Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior.  Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias?
- Papai - proferiu Pedro Paulo - pinto porque permitiste, porém  preferindo,poderei procurar profissão própria para poder provar   perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal.
Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos  pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para  praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram  pescar para poderem   prosseguir peregrinando. Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém,  passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela  picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo  Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou  Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras   proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles  profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras,  porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar  pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios.  Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes  pintadas.
Pobre Pedro Paulo, pereceu pintando..."

Permitam-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para  pensar...

(autor desconhecido)